AJUDA NA OBSERVAÇÃO
Para um bom exercício de observar, vale a pena:
* ter um caderno com algumas páginas dedicadas a cada um dos alunos.
Nele serão anotados os fatos significativos que caracterizam a forma de aprender, de conviver de cada um, com as datas das observações.
* dar atenção às perguntas feitas pelos alunos. Elas sempre tem um sentido para quem pergunta.
* em algumas situações onde o fazer pode dizer mais que o falar ou escrever, é interessante se valer de outras linguagens para apresentar questões significativas para o grupo. O desenho, as dramatizações, os painéis são bons exemplos destas linguagens.
O REGISTRO
Uma das formas que temos para ir sempre aprendendo mais e melhor é pensar. Mas, o pensar que ajuda a aprender não é um pensar qualquer, solto sem uma direção e sem compromisso. É um pensar organizado, um pensar que pergunta e vai atrás das respostas.
Dizia o grande educador brasileiro, Paulo Freire, que a gente pensa melhor quando pensa a partir do que faz, da prática.
Mas, pensar sobre a prática sem registrá-la tem muitas limitações.
O pensamento acaba se tornando mais uma lembrança, e por ficar só na oralidade, perde a possibilidade de ser repensado e revisto. O registro escrito mostra o pensamento de seu autor. O próprio ato de escrever já leva o(a) professor(a) a um certo distanciamento do seu fazer, dando-lhe um olhar mais amplo e facilitando a escrita do seu pensamento.
Além disso, como toda escrita, o texto pode ser revisto, ter algumas das suas idéias aprofundadas e outras corrigidas.
O REGISTRO DA PRÁTICA DO(A) PROFESSOR(A)
Para o(a) professor(a) o registro da sua prática constitui importante instrumento de aperfeiçoamento do seu trabalho. Isso acontece porque ao registrar, representa sua experiência através de um objeto concreto, feito de palavras, que podem ser lidas, revisadas e analisadas.
Trabalhando com essa representação, ele(a) é estimulado(a) a repensar a prática ali representada. Poderá descobrir atitudes que deveriam ter sido tomadas, destacar as alternativas adequadas que foram utilizadas e todo um
conjunto de procedimentos que levariam a melhores resultados.
AS DIFERENTES FORMAS DE REGISTRAR
O registro permite uma diversidade de funções e está a serviço de diferentes propósitos: comunicar, documentar, refletir, organizar, rever, aprofundar e historicizar. A forma e o conteúdo do registro também podem e devem variar, tanto quanto variam suas finalidades. O registro escrito torna visível estes diferentes objetivos.
OS DIFERENTES TIPOS DE REGISTRO
.
Os professores registram os conhecimentos construídos pelos
alunos na “escola da vida”
Preparando para o registro
Estas são algumas sugestões de formas de organização que podem contribuir para o registro:
Em relação ao ato de registrar
a) Ter um caderno para registrar fatos e comentários acontecidos ou
relacionados a sala de aula.
b) Organizar uma pasta para guardar as produções dos alunos, os
planejamentos, os textos que foram utilizados na realização de um
determinado trabalho, suas reflexões sobre ele e tudo mais que julgar
significativo.
c) Utilizar fichas com questões que orientam o registro.
Em relação ao tempo:
“Existem vários meios e funções para o ato de registrar. O meio mais comum é o registro escrito. Temos o registro fotográfico, o registro sonoro, pictográfico - pinturas, desenhos, etc, registro cinematográfico - filmes em vídeo e DVD, registro mental – nossas memórias etc. No que se refere ao ato de registrar por escrito,
destacamos três formas: a dissertativa, a narrativa e a descritiva. Independente do estilo de escrita de cada professor, se faz necessário reforçar o princípio básico da reflexão e da intencionalidade nesta ação. Registrar para refletir.
Refletir para tomar
consciência do momento presente para redirecionar,
se necessário, sua prática.”
São infindáveis os temas cujos registros levam o(a) professor(a) a pensar melhor o seu fazer de educador(a), a sua compreensão do ato de ensinar, a sua forma de ver o mundo e de ler a realidade. Os registros tornam o(a) professor(a) autor(a) de sua teoria e por isso mais capaz de atuar positivamente na sua sala de aula.
a) Registrar sobre quem são as alunas e alunos.
b) Escrever sobre experiências positivas vividas na semana: quais e por que foram positivas.
c) Escrever sobre experiências que não tiveram êxito: quais e por que.
d) Escrever como os alunos escrevem, calculam, resolvem problemas matemáticos, pensam o mundo, a vida.
e) Escrever sobre a dinâmica do grupo.
f) Escrever idéias de continuidade, de aprofundamento ou de mudanças necessárias.
g) Escrever sobre os pontos fortes do trabalho ou estudo e sobre os pontos que precisam ser revistos ou mudados.
h) Escrever sobre as próprias aprendizagens durante um certo tempo: semestre ou ano, por exemplo.
– Pensar e refletir sobre a escola de homens e mulheres, jovens e adultos, exige um olhar abrangente sobre o campo da educação de jovens e adultos, sua história, conquistas e desafios.
– Enfrentar esse mundo tão rico e cheio de possibilidades constitui, efetivamente, um desafio que deve se colocar como prioridade de um projeto de nação democrática e comprometida com a superação das desigualdades sociais.
– No caso da educação de jovens e adultos, é imprescindível que a política pública tenha por objetivos a garantia da oferta qualificada e das condições de permanência a construção de currículos plenos de significados e a formação de educadores comprometidos com a qualidade social, a democracia e a formação humana integral, livre e criadora.
– Na organização do currículo escolar para o ensino de homens e mulheres, jovens e adultos, a organização curricular deverá partir de situações concretas das vidas e dos contextos dos sujeitos da educação, com base nas vivências didáticas. Para tanto, deve valer-se da pesquisa do cotidiano, mediante o processo de produção de temáticas úteis à geração de um universo temático, sistematizado, constituindo textos de discussão e estudo.
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